dsh-guard-messenger
Usa o teu próprio DeepSeek Harness pelo celular — a Web UI inteira, para codificar de verdade — sem nunca alargar o bind para fora do loopback: o túnel termina em 127.0.0.1 (acesso local abre direto), e pelo túnel só entra quem tem a chave no link ?key= (que o bot envia) — ligas e desligas o acesso pelo Telegram.
Demo
Instalação (uma linha)
dsh plugin --profile web add dsh-guard-messenger
Instalação por git / tarball: se instalares a partir do git (pnpm add <git-url>),
o lifecycle prepare (pnpm run build:all) gera automaticamente lib/client.js
e dist/ — o bundle que o harness monta (exports["./client"] → lib/client.js).
Sem esses artefactos a ativação do client lançaria MissingClientBundleError.
Ver docs/PANEL-TELEGRAM.md.
Modelo de ameaça, em 5 linhas — antes de qualquer feature
Este plugin expõe, por escolha, um agente que executa código na tua máquina. Antes de continuares, lê isto:
- O TLS termina na borda da Cloudflare. O texto claro (prompts, código, respostas) passa por um terceiro — é o que permite WAF/Access/cache. Não é ponta-a-ponta.
- A URL do túnel é pública e não é segredo. Quem protege é a chave
?key= no link, não a obscuridade do endereço.
- Cloudflare Access não pode ficar na frente de um quick tunnel. Sobre
*.trycloudflare.com toda a autenticação tem de estar dentro da aplicação.
- O quick tunnel não tem SLA — é "intended for testing and development only".
- Isto não é "seguro por padrão sem pensar". Reduzimos a superfície, autenticámos a borda por chave/sessão e demos-te o botão de desligar; não eliminámos a categoria do risco.
Detalhe e o que cada mitigação faz: docs/THREAT-MODEL.md.
Modelo de segurança (o que o código garante de facto)
Leitura honesta das garantias — cada linha aponta para o código que a cumpre; nada aqui é
"seguro por padrão sem pensar", é redução de superfície e autenticação.
| Propriedade | Como |
|---|
| O bind nunca é alargado | assertSecureBind recusa 0.0.0.0/:: no carregamento, com falha ruidosa (src/config/bind.ts) |
| Acesso local abre direto | em 127.0.0.1 o DSH responde sem barreira; a proteção aplica-se à superfície do túnel, não ao loopback (src/tunnel/proxy.ts) |
| Pelo túnel só entra com sessão ou chave no link | o proxy autentica tudo: sessão (cookie) ou ?key= no link; fora disso → 401 sem desafio (src/http/gate.ts, src/session/link-token.ts) |
| Origem e Host vêm primeiro | trustedRemotes (403 sem credencial) e Host byte-a-byte contra DNS rebinding (src/http/gate.ts:15, src/http/host-header.ts) |
| Chave no link reutilizável, revogável por rotação | CSPRNG 256 bits; guardada só como digest SHA-256; reutilizável até /rotacionar (gera chave nova, invalida sessões e encerra as conexões ativas — WebSockets e streams em voo caem na hora) ou derrubar o túnel (src/session/link-token.ts, src/tunnel/proxy.ts) |
| O 401 é sem desafio | texto puro, sem desafio de login (o popup do navegador foi removido) — nunca se pede senha em prompt/formulário (src/http/responses.ts, denyUnauthorized) |
| Força bruta tem teto | a 5ª falha começa a atrasar; 100 falhas acumuladas derrubam a exposição (modo restrito), só o loopback passa e o reiniciar não o contorna (src/ratelimit/**) |
| Verificação da chave em tempo constante | digest comparado com timingSafeEqual; o token redige-se em JSON/inspect (src/session/link-token.ts, test/security/timing-constante.test.ts) |
danger-full-access vetado | elevação proibida recusada como defesa em profundidade (src/permissions/deny.ts) |
| Só o dono pareado comanda o bot |
A tensão central, dita por nós antes que digam por nós
O projeto foi construído para travar o DSH em loopback. Este plugin também o expõe pela internet. Parece contradição — e a formulação honesta é esta:
O bind continua em 127.0.0.1 e o DSH aí abre direto (sem login). O que muda é que passa a existir um processo filho supervisionado (cloudflared) que leva o tráfego da borda da Cloudflare até um proxy dedicado que autentica na borda (sessão ou ?key=). Não é o mesmo que --host 0.0.0.0: o socket local nunca é alargado, a exposição é opt-in, efémera e revogável em um comando — e quem proteger /api, o fallback da SPA e o handshake de WebSocket é esse proxy, não o loopback.
O que não muda: a superfície de ataque lógica cresce. Antes, um atacante precisava de acesso à máquina; agora, pelo túnel, precisa da chave no link (ou de uma sessão roubada). Trocámos "inalcançável" por "alcançável e autenticado na borda" — sem login, sem senha a digitar. Essa troca é reversível a qualquer momento pelo botão de desligar (e a chave, pelo /rotacionar).
Quem não aceitar esta troca deve usar Tailscale ou SSH — e dizemo-lo com mais calma em docs/TUNNEL.md e na secção "Quando NÃO usar" abaixo.
O que faz (e porquê)
- Protege o túnel, não o loopback. O DSH abre direto em
127.0.0.1 (sem login); quem expõe é um proxy dedicado que autentica tudo o que chega da internet — /api, o fallback da SPA e o handshake de WebSocket. Recusa endereços de bind fora do loopback no carregamento e recusa permissões proibidas (danger-full-access). Resolve a superfície da discussão upstream #853.
- Nunca pede senha a ninguém. O acesso pelo túnel entra por sessão ou pela chave no link
?key= (CSPRNG, 256 bits, digest em disco). A chave é reutilizável até /rotacionar (que gera chave nova, invalida sessões e encerra ativamente as conexões já abertas — quem tiver o link antigo cai na hora, incluindo WebSockets) ou derrubar o túnel. O 401 é sem desafio de login — não há prompt nem formulário de login.
- Suba um túnel efémero para acederes pelo celular, com TTL que o derruba sozinho e um probe fail-closed que impede um túnel "nu" (sem proxy autenticado atrás).
- Ligar/desligar pelo Telegram ou painel — o botão de matar na mão.
Telegram: botão da UI e link automático
Na UI do DSH há o botão do Telegram (/__guard-ui), com estado OFFLINE/ONLINE
fiel ao runtime:
- OFFLINE → o clique mostra as instruções de conexão: criar o bot no
@BotFather,
dsh-guard-setup --pedir-token, --parear, enviar /parear <código>; quem segue
esse passo a passo de facto coloca o bot online;
- ONLINE → mostra dicas de uso.
Depois de pareado (docs/ONBOARDING-TELEGRAM.md), os comandos de controlo do bot:
| Comando | O que faz |
|---|
/ligar | Sobe o túnel e, quando fica READY, envia automaticamente o link com a chave ?key= |
/desligar | Derruba o túnel (e revoga a chave) |
/acessar | (Re)envia o link com a chave |
/rotacionar | Gera chave nova, invalida as sessões e encerra as conexões ativas (WebSocket/streams) — revoga o acesso antigo na hora |
/status · /emergencia | estado, kill switch |
O link enviado no /ligar é
https://<url-pública>/?key=<token>: a chave no link autentica o túnel, é
reutilizável até rotacionar (ou derrubar o túnel) e, ao ser válida, é trocada
por uma sessão e o navegador é redirecionado para a URL limpa (sem ?key=).
Nunca se pede uma senha a digitar — o acesso é por sessão ou por chave no
link, e o acesso local abre direto.
Porque a chave pode aparecer no chat (e é esperado): o ?key= é o mecanismo
de autenticação e o bot é o canal de entrega. É a chave do link, não uma
"senha permanente" — não há senha a digitar para acesso.
Cada promessa destas aponta para a linha de código que a cumpre: ver docs/ARCHITECTURE.md.
Provedores de mensageria
O worker do bot é neutro ao provedor: o núcleo (roteador, allowlist, pareamento, outbox)
vive em worker/surface/** e o Telegram — o único fornecedor suportado hoje — vive isolado no
adaptador worker/providers/telegram/** (única carga de grammY). O boot lê o provedor ativo
por DSH_GUARD_PROVIDER (config.worker.provider, default telegram); para o utilizador nada
muda — o token continua a ser TELEGRAM_BOT_TOKEN.
Adicionar um provedor novo (WhatsApp, Discord, Matrix…) é implementar o contrato neutro
ProviderAdapter e registá-lo no registry. O manual completo — arquitetura, contrato tipo-a-tipo
e o checklist passo-a-passo para um provedor novo — está em docs/PROVIDERS.md,
e as habilidades de apoio (skills) em .agents/skills/dsh-provider-bot e
.agents/skills/dsh-telegram-provider.
Como flui um pedido (arquitetura em 8 linhas)
Telemóvel (navegador)
│ abre o link que o bot enviou: https://<url>/<tunel>/?key=<token> (a chave viaja em query)
▼
❨ Cloudflare edge ❩ TLS → HTTP/2 → WebSocket ; o TLS termina AQUI (texto claro passa pela borda)
▼
cloudflared — quick tunnel (conexão de saída apenas, sem conta, sem SLA)
▼ http://127.0.0.1:3080 (o túnel termina no loopback; o socket local NÃO é alargado)
plugin (proxy dedicado — só o túnel passa por aqui)
│ autentica na borda: sessão (cookie) ou `?key=` válida → troca por sessão (302 p/ URL limpa)
│ 403 origem/ Host fora da allowlist · 401 SEM desafio (sem login) · 200 com sessão
▼
DeepSeek Harness Web UI — bind travado em 127.0.0.1 (nunca 0.0.0.0)
O que o diagrama esconde e é decisivo: o acesso local abre direto (sem barreira) — a autenticação vive só no proxy do túnel. A chave no link é gerada pela máquina (CSPRNG, 256 bits), guardada em disco só como digest, reutilizável até rotacionar, e a ?key= viaja em query (visível a intermediários) — trade assumido do modelo expose-port. A recusa de bind fora do loopback acontece no carregamento, com falha ruidosa — ver o mapa de módulos em docs/ARCHITECTURE.md.
Quickstart (5 comandos)
# 1. instala o plugin (uma linha; ativa o manifesto de Bundle automaticamente)
dsh plugin --profile web add dsh-guard-messenger
# 2. corre o DSH — o acesso local abre direto (sem login)
dsh web
# 3. (opcional) liga o bot: dsh-guard-setup + /parear (docs/ONBOARDING-TELEGRAM.md);
# depois, no Telegram, /ligar envia o link com a chave ?key=
# 4. confirma que o acesso local abre (o DSH responde direto); a borda sem chave
# dá 401 — ver docs/INSTALL.md Passo 3
curl -s -o /dev/null -w '%{http_code}\n' http://127.0.0.1:3080/
# 5. para desligar/desinstalar
dsh plugin remove dsh-guard-messenger
examples/minimal é um exemplo mínimo instalável com o critério de aceite documentado (local abre direto / borda sem ?key= dá 401 / 200 com o link ou sessão / nenhum processo no fim).
Quando NÃO usar isto
- Time / multiusuário. É um plugin de dono único: uma allowlist de
from.id do Telegram e a chave do link. Não há RBAC nem auditoria multi-tenant.
- Produção / uptime. O quick tunnel é, nas palavras da própria Cloudflare, "intended for testing and development only" e "We don't guarantee any SLA or uptime".
- Quem precisa de compliance. O TLS termina na borda da Cloudflare; o texto claro passa por lá. Não é E2E.
- Quem quer "seguro por padrão sem pensar". Isto não existe aqui. Estás a expor um agente com shell; o plugin reduz superfície e entrega o kill switch, não elimina a categoria.
- Máquina corporativa.
trycloudflare.com tem reputação de malware documentada e muitas redes/EDRs bloqueiam ou sinalizam cloudflared.
Alternativas (comparação honesta)
Nenhuma alternativa é apresentada como ruim; várias são melhores em vários eixos. O valor está na combinação, não em vencer item a item.
| Alternativa | O que faz melhor | O que custa | Quando escolher em vez deste plugin |
|---|
| Tailscale (+ Funnel) | Rede privada real (WireGuard), identidade por dispositivo | Instalar cliente no celular e conta | Quase sempre, se aceitas instalar o cliente |
| ngrok | Ergonomia imediata; auth na borda no plano free (o quick tunnel não tem) | Limites free; URL muda | Quando queres auth de borda hoje |
| SSH + tmux | Sem superfície HTTP nova, E2E de verdade | Não é a Web UI; código no celular é castigo | Quando só precisas de ver log e matar processo |
| code-server / VS Code tunnels | Editor completo no browser | Não é o DSH; roda em paralelo | Quando o objetivo é editar ficheiro, não conduzir o agente |
dsh-webui-auth | Autenticação da WebUI no transporte | Só autentica; sem túnel, sem bot, sem liga/desliga | Se só queres autenticação, usa ele |
| Named tunnel + Cloudflare Access | Auth antes de chegar à tua máquina | Exige domínio com DNS na Cloudflare | Sempre que tiveres domínio (caminho superior) |
| Nada (loopback puro) | Risco zero de exposição | Não usas do celular | Sempre que não precisares mesmo |
Em suma: isto não é "mais um túnel" — é o fluxo completo de um dono só (onboarding → chave no link → túnel efémero → link no celular → botão de desligar), com o bind travado em loopback e o acesso local aberto, sem login.
Compatibilidade
Faixa suportada do upstream @deepseek-ai/dsh: 0.1.0-rc.7 .. 0.1.1-rc.1 (política N/N-1). A tabela completa — versão do plugin × faixa de rc × status — está em docs/COMPATIBILITY.md, que é gerado de dsh-compat.yml (nunca editado à mão).
Atenção ao registry: a tag latest dos subpacotes @deepseek-ai/dsh-* aponta para a publicação mais antiga, não para a mais recente. Fixa a versão explicitamente.
Validação end-to-end (o que a suíte prova de verdade)
Matriz de alto nível a partir das suítes reais do repo — test/e2e/**, test/security/**, test/integration/**
— referidas por ficheiro. São verificações que o CI corre, não promessas; o detalhe de cada nível e como correr
está em docs/TESTING.md.
| Check | Expected | Onde está verificado |
|---|
Acesso local (127.0.0.1) a /, /api/state, upgrade | abre direto, 200/101, sem desafio (o DSH não é guardado no loopback) | test/integration/http/barreira.test.ts (onda 1) |
Pedido pela URL do túnel sem sessão e sem ?key= | 401 TEXTO PURO, sem desafio (sem popup de login) | test/e2e/tunnel-cycle.test.ts, test/security/desafio-401.test.ts |
?key=<token> válido pela URL do túnel | 302 para a URL limpa (+ Set-Cookie de sessão); o token não aparece nos logs | test/unit/http/gate.test.ts, test/unit/tunnel/proxy.test.ts |
?key= inválido pela URL do túnel | 401 sem desafio, sem 302 | test/unit/http/gate.test.ts, test/security/desafio-401.test.ts |
| Com sessão válida (cookie) pela URL do túnel | 200, resposta vem do despacho original | test/e2e/tunnel-cycle.test.ts |
Handshake de WebSocket de origem estranha (ex.: https://evil.com) | recusado — allowlist exata de Origin (CWE-1385) | test/security/websocket-origin.test.ts |
Host que não é o publicado / DNS rebinding | 403 no perímetro, byte-a-byte | test/security/host-header.test.ts, test/e2e/tunnel-cycle.test.ts |
Rota contornada (/..//api, %2e, barras duplicadas, /__guard/API/login) | uniforme 401/403/404, nunca pass-through | test/security/path-bypass.test.ts (ADV-001..020) |
| 100.ª falha de força bruta | modo restrito acende, persiste após reinício, chave/sessão pelo túnel negadas e o loopback passa |
Honestidade sobre o que esta matriz não é: o e2e usa um fake-cloudflared e uma borda
falsa — nenhum byte sai de 127.0.0.1 no CI, por construção. A re-confirmação através da borda
e da rede reais é a suíte test/live/** (DSH_GUARD_LIVE_TESTS=1), opt-in e fora do gate —
ver docs/TESTING.md §5.
Desinstalar e reverter
dsh plugin remove dsh-guard-messenger
Deixa zero processos remanescentes e a Web UI volta ao comportamento original. Para apagar também a chave do link, o pareamento e o estado local: remove ~/.dsh/guarded-bot. Detalhe em docs/INSTALL.md.
Docs
Contribuir e reportar
- Encontraste uma vulnerabilidade? Não abras issue pública. Lê
SECURITY.md e usa o canal privado lá descrito (Private Vulnerability Reporting ou e-mail).
- Queres contribuir?
CONTRIBUTING.md tem o ambiente em quatro comandos, os níveis de teste, o que nunca é aceite num PR e como adicionar um provedor de mensageria.
- Código de conduta:
CODE_OF_CONDUCT.md.
Licença MIT — LICENSE. O DeepSeek Harness a montante também é MIT.